Durante a primeira aula surgiram temas como preconceito, o racismo contra os negros (em espaços que nem a PUC e no trabalho), o racismo por ser branco na Cidade de Deus (ser olhado com cara torta na escola, no pré-vestibular para negros e carentes, nos movimentos comunitários etc.), o preconceito por ser morador da CDD (independente de ser branco ou negro) etc.
Com certeza, o preconceito não se restringe apenas à questão da cor, como por exemplo, uma pessoa sofre preconceito apenas por morar na CDD. Mas será que uma pessoa branca da CDD sofre a mesma dificuldade pra arranjar emprego do que uma pessoa negra da CDD? Sobre preconceito de uma forma geral, segue um trecho de uma reportagem no jornal Brasil de Fato:
"Para garantia do acesso pleno à educação na América Latina ainda é preciso superar as diferentes formas de discriminação. Na lista das principais vítimas desta discriminação aparecem populações indígenas, afrodescendentes, ribeirinhas, camponesas e pessoas portadoras de algum tipo de deficiência.
[...]
De acordo com dados da Clade, apenas 20% a 30% das crianças com deficiência freqüentam a escola na América Latina e no Caribe. Na Colômbia, por exemplo, apenas dois em cada cem afrodescendentes que terminam o ensino médio têm acesso a estudos superiores. Já no Peru, 21% das pessoas adultas indígenas são analfabetas, contra apenas 4% das pessoas que falam o espanhol como primeira língua."
Assim, está aberto nosso primeiro debate. Qual o papel da educação e da mídia no combate ou reforço do preconceito no Brasil? Deem exemplos de como vocês vivenciam isso no seu dia-a-dia.
Sugiro a leitura desses desse textos para o debate:
Leituras adicionais: Como na aula do Cesar um dos temas que discutimos foi a abolição da escravatura, sugiro dar uma olhada em:
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Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirAchei interessante e vi com certa surpresa o depoimento de quem também sofria preconceito por não ser negro na Cidade de Deus.
ResponderExcluirCertamente, para quem cresce numa realiadade onde a maioria das pessoas é negra pode sofrer por não se sentir "igual" as demais pessoas ou mesmo ser tratada com indiferença.
Mas, por conhecer um pouco do Brasil, não consigo tecer comparações entre essa situação e o preconceito sofrido pelos negros, que não é apenas decorrente dos processos históricos (origem escravocrata), uma vez que mesmo numa sociedade que se desenvolveu tanto como a nossa, os negros ainda são vítimas das desigualdades sociais, característica, infelizmente, do nosso país.
Florestan Fernandes possuía uma tese que as desigualdades raciais desapareceriam à medida que a sociedade brasileira se modernizasse. Nesse processo de modernização, que se daria via industrialização da economia, os negros aos poucos seriam incorporados, de modo a não haver mais desigualdade racial no país.
Infelizmente o nosso grande sociólogo, Florestan Fernandes, estava equivocado, pois o Brasil conseguiu se modernizar, através do processo industrial, e as desigualdades raciais ainda é uma marca de nossa sociedade. Essas desigualdades são mais dramáticas quando analisados as chances que os negros possuem de ascender socialmente em comparação com os brancos que estão na mesma posição social, ou seja, os negros têm menos chances que os brancos.
Uma das constatações que procura demonstrar porque os negros têm menos chances que os brancos é feita por Nelson do Valle Silva, em que apresenta exatamente diferenciais de escolaridade entre os negros e brancos no nosso país. Nesse sentido, coloca que para superar as desigualdades sociais é preciso superar as desigualdades educacionais.
Mesmo tendo avançado no aspecto educacional, na medida em que consseguiu universalisar o ensino fundamental, principalmente para pessoas entre 7 e 14 anos de idade, ainda há diferenças profundas entre o ensino, decorrente da sua localização na cidade. Essas diferenças territoriais têm implicações importantes para os negros, tendo em vista que em sua maior parte mora nos locais onde o ensino é péssima qualidade e, portanto, mais uma vez as desigualdades sociais, que atinge aos negros, vai se reproduzindo.
É neste sentido que vem minha surpresa, porque por mais que alguém sofra preconceito por não ser negro, as condições ainda não favorecem esse segmento de nossa sociedade.
CEM PILAR!!! 4/06 - CENTENÁRIA POESIA DE VIVER.
ResponderExcluirEstá Chegando o dia de comemorar os cem anos de alegria
Da minha querida Pilar.
Cheia de sonhos e planos, pronta para debutar e encher a
vida de alegria com tanta poesia ao cantar, dançar,namorar, ar.ar, ar...
Sei que o encanto desta vida tem a coroa de ouro a brilhar,
palhas cobrindo as tristezas e muito perfume no ar,
porém o que mais me encanta e o soriso tão menino
aquele ar de presente desembrulhado com douçura
saboreado com prazer e vivido com intensidade
sem fazer dos momentos saudades pois os vive com intensa verdade
cada instante é um novo caminhar e as suas estradas são largas toda a alegria desfilar.
Na energia ancestral um panteon africano manda todo o seu axé
e Olorum muito alegre festeja a vida centenária desta linda mulher.
Pilar dos Nascimento é uma dos 73 idosos da Casa Emilien Lacay/Cruzada do Menor, que atende a comunidade da Cidade de Deus a mais de 22 anos.
ResponderExcluirSão 150 crianças e 73 idosos, tem um programa intergeracional, e outros projetos bem interessantes.
Está localizada na Rua Edgard Werneck, 420 -
Funciona de 2ª a 6ª feira, o seu diferencial é acreditar na competencia individual e no resgate da memória cultural do nosso país.
Tel: 3342 69 56.